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Inovações,
com mause do e-commerce
veículo:Cliente S/A
data:07/05/07
Apesar do constante crescimento do busines
na web, está longe de chegar no limite, puxado
pelas inovações e potencial de compra
em várias classes sociais.
O crescimento do comércio eletrônico
no Brasil vem confirmando as previsões mais
otimistas. O faturamento do varejo on-line já
superou os R$ 4 bilhões. Cresceu mais de 50%
no ano passado. O número de “e-commerce”
passou dos 7 milhões, considerando apenas as
pessoas físicas. No entanto, ainda há
muito espaço para crescer. Esse total representa
apenas uma fração dos 45 milhões
de pessoas com acesso à Internet existentes
no País. É aí que entram algumas
tendências que permitem encarar com otimismo
o futuro.
Estão ganhando corpo algumas inovações
no comércio eletrônicos. Elas certamente
indicam que passamos por um período importante
para a evolução dos negócios
on-line no País. Essas mudanças, além
do mais, se unem a passos decisivos para a inclusão
das pessoas com menor renda no grupo de compradores
pela Internet – o que poderá levar o
crescimento do faturamento dos negócios on-line
a um patamar ainda maior do que o padrão de
50% ao ano alcançado nos últimos anos.
A primeira dessas inovações é
a oferta de novas ferramentas de financiamento para
os compradores. Até a pouco, as possibilidades
de pagamento estavam restritas ao uso de cartões
(815% das compras na Internet, historicamente, são
pagas com cartões) ou de sistemas arcaicos,
especialmente o pagamento com boleto bancário.
Ocorre que as pessoas de menor renda não têm
cartão de crédito, na maioria das vezes.
E a opção do boleto, quase sempre, implica
em pagamento à vista, de longe a forma menos
usual para aquisição de bens em nossa
sociedade, sobretudo para pessoas com pequena renda.
Várias novas formas de pagamento estão
sendo introduzidas, permitindo a oferta de financiamentos
com prazo maior, desejado por esse mercado.Nas grandes
lojas de varejo on-line, é possível
hoje adquirir bens duráveis em até 24
vezes, com juros de cerca de 1% ao mês. Embora
seja criticada por especialistas em finanças
domésticas, essa é a forma preferida,
por ser a única viável para aquisições
desta natureza por pessoas com menor poder aquisitivo.Lojas
líderes do segmento têm cartões
de financiamento próprios e ditam a tendência
para lançamentos semelhantes por outras organizações
do setor.
Outra inovação é a inclusão
de meios on-line de autenticação de
compradores na Internet, por meio de senha.O pioneiro
nesse campo foi o HSBC, que no final do ano passado
lançou a plataforma M-Cash
de pagamento por meio de celular, usando o comércio
eletrônico como canal inicial para apresentar
a novidade ao mercado. Com ele, as lojas de varejo
on-line e bancos emissores podem, de forma descomplicada
e muito rápida, validar por senha, através
de linha celular, a identidade do comprador e, com
isso, aprovar aquisições com segurança
e agilidade.
Isso é feito em tempo real e a transação
dura menos que 30 segundos. O potencial de inclusão
desta plataforma é muito expressivo, na medida
em que há mais de 100 milhões de celulares
distribuídos pelo Brasil, muito mais que o
total de cartões de crédito ou débito
existentes.
Trata-se de duas grandes inovações,
que ajudam a ampliar o universo de compradores on-line.
Combinadas, podem potencializar o seu efeito. É
possível imaginar cartões de financiamento
autorizando compras com segurança pelo celular.
Isso ampliará o potencial de crédito
a ser ofertado e reduzirá o custo operacional
do financiamento, diante da diminuição
do potencial de perdas por fraude.
Temos assim, claramente, um novo cenário ainda
mais otimista para os negócios eletrônicos
no Brasil. Vamos chegar a mais de 10 milhões
de e-compradores no decorrer do ano, aumentando a
velocidade de crescimento deste indicador, estagnado
em 30% nos últimos três anos. A convergência
de tecnologias e plataformas de concessão de
crédito manterão e ampliarão
o crescimento do negócio no Brasil, ao contrario
do que muito pensavam. Definitivamente, estamos longe
de atingir o nível de estagnação
do nosso mercado on-line.Gastão Mattos é
sócio da GMattos Projetos de Marketing e presidente
da M-Cash.
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