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Correntista móvel
veículo:CardNews
data:03/05/07
As transações financeiras realizadas
por meio da plataforma móvel têm sido
tema constante em CardNews. As razões para
isso parecem lógicas. Afinal, o mercado brasileiro
de telefonia móvel registrou em fevereiro desse
ano quantia de 101.186.709 milhões de celulares.
Isso significa um celular para cada dois habitantes.
Destes aparelhos, 80% possuem a tecnologia GSM e funcionam
com o SIM Card, chip que garante segundo especialistas
toda a segurança para a transferência
de dados, inclusive os financeiros. Além disso,
é marketing constante entre os que apostam
no celular com meio de pagamento a conveniência
e comodidade que ele pode oferecer aos usuários.
Foram esses os fatores que motivaram o mercado brasileiro
de meios eletrônicos de pagamento a investir
no celular, apesar disto tudo ainda estar apenas no
começo, como explica Alex Kirino, gerente de
soluções mobile da Cilix, empresa que
desenvolve e oferece manutenção de sottware
para o mercado financeiro brasileiro e africano: "o
celular está em fase embrionária quando
se fala de sua utilização para transações
bancárias".
Mas para o Bradesco a mobilização começou
em 2000 com a primeira versão de mobile banking.
A instituição, por meio do dispositivo
Wap l .0 oferecia a 100 mil correntistas consultas
e extratos da conta-corrente. Marcos Bader, diretor
departamental do Bradesco Dia e Noite, explica que
desde o princípio o banco já enxergava
o potencial do celular para transações
bancárias.
"Entendemos que o processo de mobilidade é
uma tendência mundial. Existem suas visões
que norteiam o futuro da logística bancária.
Uma é a convergência, a capacidade de
todos os dispositivos convergirem para um único
ou para poucos dispositivos com maior número
de funcionalidades. A segunda é a mobilidade.
Nada consegue denotar de uma forma mais objetiva essas
duas formas como o celular", explica Bader.
Mesmo ciente de todo esse potencial do mobile, foi
somente em 2006 que o banco ampliou os seus serviços
na telefonia móvel e adotou a tecnologia Wap
2.0 assim como o nome Bradesco Celular para nomear
as operações que agora, além
das consultas, permitem ao correntista fazer transações
financeiras por meio do celular. "A quantidade
de transações foram ampliadas significativamente.
Progressivamente, estamos introduzindo uma série
de serviços disponíveis de outras mídias
e transferindo-as para o celular. No mundo do Wap
l. O trabalhávamos num mundo de consultas,
no mundo do Wap 2.0 evoluímos para um mundo
transacional", relembra Bader.
A maior gama de serviços acompanhou a quantidade
de usuários, que passou de 100 mil para 500
mil que realizam em torno de 250 mil transações
por mês. Bader explica que o serviço
mais bem sucedido do mobile banking do Bradesco é
a recarga de celular pré-pago por meio do celular,
que corresponde à metade das consultas. Conforme
Bader, a outra metade deve estar dividida entre 30%
em consultas e 70% em transações. "Quando
falamos de mobile banking, nos referimos a um tripé
para satisfazer o cliente que consiste em oferecer
conveniência, facilidade de uso e segurança.
As transações que são oferecidas
nos nossos canais têm que respeitar esses três
atributos. Um exemplo bem claro disso é a recarga
do celular dentro do modelo do Bradesco. Acredito
que esta seja uma das transações mais
bem sucedidas do mobile banking", analisa Bader.
Esses resultados positivos não ficam apenas
em volta dos números de consultas, a aproximação
com as diferentes classes sociais e com a população
desbancarizada são outros benefícios
que o mobile banking trouxe para o Bradesco, segundo
Bader. "A gente acredita que o celular vai ser
um grande meio de inclusão bancária”.
Provavelmente o primeiro mecanismo de aproximação
dos não bancarizados para o mundo bancarizado
deve acontecer por meio do celular. Quem está
distante do mundo bancário vai começar
a se aproximar", planeja o executivo do Bradesco
que pretende superar no final de 2007 a marca de um
milhão de clientes usuários do mobile
banking.
MOBILE PAYMENT
Mas os planos de expansão do Bradesco não
se limitam somente ao mobile banking. O Banco também
tem apostado no uso do celular como mobile payment
em parceria com aVisanet. Em fase de testes, cerca
de 100 taxistas que prestam serviços para o
banco estão aceitando pagamentos por meio do
celular. Segundo Bader, esse projeto deve entrar em
fase comercial já no segundo semestre deste
ano. "Quando falamos desse processo, ele pode
ser feito em qualquer estabelecimento. Pode ser no
jornaleiro, na farmácia, no quitandeiro. Qualquer
pessoa que esteja trabalhando no modo de micro pagamento.
Esse é um sistema que vai ser estendido para
várias outras oportunidades além do
táxi”. Outro banco que tem investido
pesado nessa modalidade de mobile payment é
o HSBC que em outubro do ano passado lançou
em parceria com a M-Cash a plataforma
de débito direto em conta-corrente para compras
online. Segundo o executivo-sênior de e-business
e tecnologia do HSBC, Amo Brandes, uma das premissas
do banco era oferecer esse novo meio de pagamento
de modo que ele correspondesse aos requisitos de segurança
do sistema financeiro e de independência quanto
à tecnologia e à operadora do celular.
"Um banco como o nosso não pode se dar
ao luxo de selecionar o cliente com quem vamos trabalhar.
Era necessário atender o cliente de qualquer
forma", explica Brandes.
SINAL DE VOZ
A operação que funciona com todas as
operadoras e em todos os celulares é realizada
por meio de sinal de voz. O cliente realiza a compra
no site habilitado e escolhe a opção
de pagamento. O sistema pede a digitação
do número do celular. Em seguida o cliente
recebe uma ligação com pedido de digitação
de senha, que é diferente da utilizada nas
transações habituais do banco. Em trinta
segundos a operação é finalizada
com uma mensagem de confirmação.
Amo Brandes anunciou que o Banco vai começar
a oferecer essa modalidade de pagamento em breve com
a opção de crédito. Além
disso, as lojas físicas também passarão
a aceitar a solução. Já Gastão
Mattos, presidente da M-Cash anunciou
que outros bancos têm procurado pêlos
serviços de sua empresa. Pela rapidez da evolução,
os correntistas vão ficar cada vez mais móveis
em muito pouco tempo.
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