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Digite sua senha, por favor
veículo: Cardnews
data:28/09/06
Aquela história de que não
devemos fornecer senha pelo telefone está mudando. Com
o novo sistema de pagamento pelo celular, o usuário
fornece o número do telefone, recebe uma ligação sobre
a compra e digita uma senha para finalizar a transação.
Esse produto desenvolvido pela M-Cash
não tem nenhuma restrição quanto às opções de plano
e operadora. Qualquer um que tenha um celular, pré ou
pós, poderá fazer compras com essa forma de pagamento.
Até o momento, as compras podem ser feitas somente em
duas lojas de comércio eletrônico: a Americanas.com
e a Sack’s. Além disso, o sistema é oferecido, por enquanto,
aos clientes do HSBC no Brasil. Porém, o presidente
da M-Cash, Gastão Mattos, que assumiu
o cargo dia 1º de agosto, considera esse um passo inicial
e estima, em um horizonte de três anos, poder capturar
transações, crédito ou débito, da ordem de R$ 3,5 bilhões.
“A receita é uma fração disso, com uma taxa de desconto.
Mas é um número expressivo, sim. Isso quer dizer que
poderíamos chegar, daqui a uns três anos, a 3% da captura
eletrônica.” Um dos motivos para o possível futuro sucesso
desse sistema é o número de celulares atualmente no
Brasil, mais de 93 milhões, segundo a Agência Nacional
de Telecomunicações (Anatel).
O presidente da M-Cash garante que
o processo é seguro, fator que sempre causa preocupação
quando se fala em transferência eletrônica. A justificativa
para essa segurança é a necessidade de confirmação da
transação após a digitação da senha. Basicamente, o
sistema funciona assim: o comprador fornece o número
do seu celular à loja (por enquanto apenas pela internet),
após definir os produtos que vai comprar. Em seguida,
ele recebe uma ligação com os dados da compra. Se todas
as informações estiverem corretas, o cliente digita
a senha previamente cadastrada no banco, que a reconhece
e autoriza a operação em tempo real. A senha não fica
gravada no telefone, impedindo a visualização por terceiros.
Como o processo ainda está começando, a M-Cash
utiliza apenas a modalidade débito. No entanto, de acordo
com Mattos, “a plataforma serve também para as transações
de crédito”, que deverão ser disponibilizadas em breve.
Mattos espera um volume de 20 milhões de transações
para 2007 e de 120 milhões para 2010, prevendo que cerca
de 10 bancos trabalhem com a M-Cash
até lá. Outra projeção da empresa é que as lojas responsáveis
por 90% das compras pela internet já tenham aderido
ao novo meio de pagamento em 2007.
Mesmo assim, Mattos não considera que esse sistema seja
conflitante com os cartões de débito e crédito e afirma
já ter conversado com algumas bandeiras e adquirentes.
Ele explica que “dependendo da funcionalidade, ele pode
ser um valor agregado para a própria bandeira. Dependendo
do negócio, a bandeira já não entraria”. Segundo ele,
“esse modelo concreto que está com o HSBC entra em um
nicho que não compete com nenhuma bandeira”.
Para que tudo isso fosse possível, houve um investimento
inicial, por parte dos acionistas da M-Cash,
de R$ 10 milhões para o desenvolvimento do projeto.
Uma delas é a Albatroz Participações, holding com foco
na área de tecnologia da informação, fundada em 2002
com sede no Rio de Janeiro. A outra, é a Megadata, do
Grupo Ibope, em atividade desde 1982, responsável pela
infra-estrutura técnica da M-Cash.
“Ela identificou qual o tipo de produto poderia ser
interessante para o Brasil, definiu esse produto e foi
buscar a tecnologia fora do país.”, detalha Mattos.
Um provedor específico em Israel desenvolveu o M-Cash,
“não com esse nome, que é local”. Gastão Mattos acompanha
o trabalho da empresa há um ano, quando começou a fazer
consultoria, e acabou por aceitar o cargo de presidente.
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